Tudo começou com espelhos e pentes, quando o branco europeu se aproveitou da ingenuidade do povo que aqui vivia. Do passado para o presente as coisas só pioraram para os verdadeiros proprietários das terras onde atualmente vivemos.
O branco trouxe consigo as doenças européias, das quais o índio não tinha conhecimento. E o indo que tinha suas “vergonhas a mostra” foi dizimado aos milhares, não só pelas doenças, mas também por muitos índios sofrerem o processo de escravidão, principalmente por muitos serem pacatos e não oferecer resistência ao branco.
A atual violência para com este povo nos remete a lembrar que tal atitude não origina dos tempos atuais e sim de uma herança histórica da qual não podemos e nem devemos nos orgulhar.
A discriminação e a desigualdade na vivencia urbana para com este grupo da sociedade pode ser observada nas esquinas e ruas de nossas cidades, onde o índio se humilha por míseros trocados, dados muitas vezes em troca do seu artesanato, em troca da sua cultura indígena totalmente desvalorizada e também dizimada pelo branco.
Atualmente, assim como os índios os afro-descendentes têm o direito a cotas em universidades publicas, atitude desenvolvida após enxergar as atrocidades cometidas com estes dois povos em um país miscigenado como o Brasil.
E deste povo herdamos o conhecimento medicinal das ervas, herdamos a higiene, herdamos palavras do guarani. Herdamos muito deste povo, com exceção da decência
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